Não passe sufoco na hora do desespero.

Não somos capazes de prever todos os acidentes, mas isso não significa que não podemos evitar a maioria deles. Se adotarmos práticas, como guardar medicamentos, material de limpeza e utensílios domésticos fora do alcance das crianças ou apostar em móveis livres de pontas e nos atentarmos às escadas, a porcentagem de acidentes serão reduzida.
Todo cuidado é fundamental pois, segundo dados do Ministério da Saúde do Brasil de 2012, 3.142 mortes e mais de 75 mil hospitalizações ocorreram em crianças na faixa etária de zero a nove anos devido a acidentes, caracterizando assim um grave problema de saúde pública.
De acordo com o livro “Mapeamento da Ação Finalístico Evitando Acidentes na Primeira Infância, do Plano Nacional da Primeira Infância (PNPI, 2014), entre os bebês que ainda não completaram o primeiro aniversário até os 9 anos, a porcentagem de acidentes é representada por acidentes de trânsito (33%), afogamento (23%), sufocação (23%), queimaduras (7%), quedas (6%) e outros (6%).
Se você tem filho pequeno em casa, leia as dicas a seguir e saiba como agir em situações de perigo:

– Queimaduras
Verifique a gravidade da situação e jamais use qualquer receita caseira para tratar uma queimadura. Se forem causadas por líquidos quentes ou produtos químicos, o correto é deixar o ferimento sob água corrente até que a área queimada seja resfriada. Se a queimadura for grave, envolva a região afetada em um pano limpo e molhado com água fria e leve seu filho ao hospital.
No caso dos bebês, a maioria das queimaduras acontece durante o banho. Para assegurar que a temperatura da água estão boa, coloque primeiro uma quantidade fria e vá temperando com outra quente, testando a temperatura com a mão ao movê-la em toda a banheira.
A queimadura também pode acontecer pela ingestão de lí­quidos muito quentes. O leite pode ser dado à criança em temperatura ambiente, nem quente nem frio. Mas, se preferir esquentá-lo um pouco, pingue no antebraço ou dorso da mão para saber se não há risco de queimaduras para a boca e garganta do bebê.

– Quedas e cortes
Crianças são propensas a cair da cama, da cadeira ou do topo do escorregador, que normalmente possuem altura maior que 1,5m. Caso isso aconteça, mesmo não apresentando sintomas aparentes como ossos quebrados e fraturas expostas, vão para o hospital. Independente se ele tenha caído em solos que “amortecem” a queda como grama, areia ou piso emborrachado.
Se for um bebê, leve-o com urgência.
Em casos de cortes, quando pequenos, lave o local com água e sabão para higienizar a área. Se sangrar, comprima o local com um pano limpo e seco. Em casos de ferimentos graves, siga direto para o hospital.

– Choques elétricos
Antes de interromper o contato da criança com os fios/ tomada, desligue a chave geral do local. Lembre-se de manter a calma e não tocar na criança até que a corrente elétrica seja desligada. Se encostar enquanto a descarga estiver sendo transmitida, também levará choque e não poderá ajudar.
Se não houver a possibilidade de desligar a energia, remova o fio com um cabo de vassoura, tapete de borracha ou qualquer outro objeto isolante.
Logo após, leve seu filho ao hospital para analisar possíveis queimaduras e danos internos. Qualquer choque elétrico, por mais simples que possa parecer, aí potencialmente grave, podendo gerar parada respiratória, fibrilação ventricular e parada cardíaca.

– Asfixia, engasgo e sufocaçãoo
Em geral, o objeto será expelido naturalmente pela tosse. Caso isso não aconteça, posicione-se atrás da criança, de joelhos. Mantenha uma das mãos fechada sobre a chamada “boca do estómago” e com a outra mão, comprima a primeira para dentro e para cima, como se quisesse levantar a vítima do chão.
No caso de bebê, posicione-o de bruços em cima de seu braço e efetue cinco compressões no meio das costas. Vire-o de barriga para cima em seu braço e efetue cinco compressões sobre o meio do peito, na altura dos mamilos. Tentar visualizar o corpo estranho e retirá-lo delicadamente. Se não conseguir, repetir as compressões até a chegada a um serviço de emergência.
Se a criança ou o bebê estiverem inconscientes, procure socorro médico imediato.
Intoxicações e envenenamentos
O principal motivo para manter produtos de limpeza e remédios longe das crianças aí pela grande chance de envenenamento.
Se ingerida a substância, não ofereça água, leite ou qualquer outro líquido. Transporte a criança imediatamente até o hospital em posição lateral, a fim de evitar a aspiração de vómito.
Se atingir a pele, lave abundantemente o local afetado com água corrente. Leve a criança ao hospital para uma avaliação médica.
Por fim, se a criança inalar qualquer substância tôxica, leve-a diretamente para o hospital.

– Veículos
Automóveis podem ser inimigos quando se tem um filho, então a melhor maneira de protegê-lo é usar cadeiras apropriadas para o transporte e garantir que ele se encontre preso corretamente.
Existem tipos especí­ficos de assento para cada idade e devem ser instalados no banco traseiro do veículo. Até pelo menos 1 ano de idade, o bebê viaja de costas, pois, a posição protege a cabeça e a coluna vertebral, o que impede que a criança seja lançada para fora do carro.
De acordo com dados levantados pela ONG Criança Segura, se corretamente instaladas, as cadeirinhas de carro podem evitar cerca de 70% dos acidentes.

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Referências:
Bula do Hirudoid®.

Rede Nacional Primeira Infância – Projeto observatório da primeira infância. Evitando acidentes na primeira infância. São Paulo, 2014. Disponível em: . Acesso em: Janeiro/2018

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências – Portaria MS/GM n.º 737 de 16/5/01. Disponível em: . Acesso em: Janeiro/2018

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